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10/29/2006

Esperas

O espaço na estante, não há. O vaso azul com cravos vermelhos e secos. Meses de espera. Te esqueci. Toquei as flores, desfiz tantas vezes a cama, para ver novamente, flores. Cingi meus lábios, fechei-os.

20:05 | Permalink | Comments (2)

09/07/2006

A Marítima

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A Marítima de Fernanda Fonseca
Um presente e um convite:
podcast

09:17 Posted in Navegação de Cabotagem | Permalink | Comments (1)

09/05/2006

Os amarelos de amor

A primeira prometida interpretação de The Morning Sun de Hopper  medium_morningsun.2.jpg

Nunca pensara como seria amanhecer depois de um encontro fortuito. Nunca se imaginara nas mãos de um estranho, como na noite anterior, sentindo o gosto de cigarro, ouvindo jazz por acaso, bebendo licor de menta, cantarolando pedaços de melodias incertas. Nunca imaginara como seria o amarelo tardio de uma manhã em que fora deixada. Estava em seus olhos de vazio negro que havia sido deixada. Ele saíra, pé ante pé, ela não lembrava quando, tinha já o peso na cabeça a rondar-lhe todo o corpo. E a saída dele nada mais era que o corte para um dia entre prédios e cimentos e andares confiscados pelos dias que escorrem sem novidade, sem imaginação. Não o veria de novo, tanto fazia, dava de ombros. E se ele ligasse? E se ele? E se ele estivesse lá embaixo, ou na sala, silente, esperando que ela saísse da cama, deixasse de olhar a luz amarela de amor, e os prédios de cinza e de janelas que se arrastam entre barulhos de carros e de esquinas movimentadas? Ela deixou-se ver o sol amanhecer em sua cama, em seu quarto. Esperando por ele, o amor amarelo.

20:05 Posted in Navegação de Cabotagem | Permalink | Comments (2)

Altos e Baixos

por Elis Regina

Foi, quem sabe, esse disco, esse risco
De sombra em teus cílios
Foi ou não meu poema no chão
Ou talvez nossos filhos
As sandálias de saltos tão altos,
O relógio batendo, o sol posto
O Relógio, as sandálias, e eu batendo em seu rosto
E a queda dos saltos tão altos
Sobre nossos filhos
Como um raio de sangue no chão
Do risco em teus cílios
Foram discos demais, desculpas demais
Já vão tarde essas tardes e mais
Tuas aulas, meus táxis, uísque,dietil,dienpax...
Ah, mas há que se louvar
Entre altos e baixos o amor quando traz
Tanta vida que até pra morrer leva tempo demais...

19:11 | Permalink | Comments (0)

Embraceable you

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Teus braços cingem-me. Coloridos, macios, num flerte duradouro. Tu me alcanças.

Imagem: Embrace de David Schluss 

17:15 Posted in Relicário | Permalink | Comments (4)

 
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